quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Cansei de gritar e resolvi lati
Como é horrível ser um animal. Um animal menininha. Usar vestidos, fazer as unhas, pintar os lábios, andar pisando leve. Por dentro, esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar. Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo. Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, sendo apenas instintiva.
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me deseje de novo porque eu estou murchando. Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos.
Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Natal e Ano Novo... 2011 batendo na porta.
E depois da retrospectiva feita, tava pensando, o que eu quero levar de 2010 comigo?
Quero levar os sorrisos sinceros, as palavras carinhosas, os telefonemas inesperados, as amizades verdadeiras, os sentimentos correspondidos, as festas divertidas, as tardes tranquilas, os dias de frio embaixo das cobertas, o sorriso das crianças, o canto dos pássaros, o abraço dos meus pais, as conversas despretenciosas e pretenciosas kkkk, as novas amizades, as antigas amizades, as novas descobertas, os beijos com amor, os abraços apertados, as palavras de incentivo a sensação do novo, do inesperado.
E claro, tem muitas outras coisas, que nem caberiam aqui, pois felizmente, as coisas boas são infinitamente maiores do que as ruins, que é claro, existiram sim, até porque, que vida sem graça seria sem algumas adversidades.
Pode ter sido um ano dificil pra muita gente, mas penso que as coisas ruins ou desagradáveis, servem para nos ensinar algo, nos tornar vivos, e nada é perda de tempo, tudo é aprendizado. Basta saber enxergar.
E sabe, posso dizer com certeza que esse foi um ano muito bom... com altos e baixos, mas muito bom.
Então, queria deixar aqui, alguns agradecimentos:
obrigado á...Ísis e Mayara pelas maravilhosas noites e sábados ensolarados... não foi por acaso que deus colocou vocês no meu caminho.
Albino Dantas pelos sabores, acordes, pela cumplicidade e confidências.
Maria pelo carinho com gostinho de sertão, e pelas palavras doces e sinceras.
Raphaelle pela força, pelas conversas com sabor de vinho ( quantos quinta do morgado kkkk), pela reciprocidade de nossos sentimentos.
Gabi pela doçura de menina-mulher, pela troca das perfeitas palavras de Caio F., por nossas gargalhadas gostosas...( somos más descobri isso kkkkkkkkkk...)
Deocleciano pela infância , respeito, pelo sentir do amor e da dor a flor da pele..." agimos certo sem querer foi só o tempo que errou..." te desejo toda felicidade do mundo.
A minha querida Erica por me aguentar durante toda essa minha existência , pela nossa infância naquela velha mangueira e pelos nossos" eu te amo" sinceros... te amo infinitamente.
Meus pais que são meus alicerces e minha vida...desculpe não ser aquilo que vocês sonharam, mas sou assim...
A Corrinha , somos irmãs de corpo, alma, e coração...apesar das diferenças.
Jarbas e Sandra pelo carinho, deliciosas comidinhas ,hostilidade,cumplicidade e conselhos sempre válidos.
Júnior por esse amor de irmão que nos liga e se faz forte a cada dia...
Obrigada a cada um, que com sua forma carinhosa e especial, suas palavras de incentivo e amizade, (alguns mesmo estando longe) foram responsáveis por eu estar aqui hoje, escrevendo, e tentando mostrar um pouquinho de quem eu sou.
Um Feliz Natal e Ano Novo a todos..... e nos vemos em 2011!!
domingo, 12 de dezembro de 2010
"Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Retrospectiva.
O ano tá acabando, impossível não fazer a tão conhecida retrospectiva.
O que fiz, o que deixei de fazer, o que era para não ter feito, o que poderia ter dito, o que com certeza nunca deveria ter sido dito, etc etc...
Nas últimas semanas esse pensamento tem quase que diariamente me assombrado, e confesso que já coloquei tanta coisa na balança que em determinados momentos me perdi.
Então, deixo aqui uma pergunta: O que você fez para que seu ano fosse inesquecível?
Tipo, coisas que só dependeriam de ti para serem realizadas.
Eu já me fiz essa pergunta, e depois de horas filosofando comigo mesma, cheguei à algumas conclusões.
*Deveria ter sido mais persistente, menos acomodada.
*Ter dito mais vezes eu te amo, e com certeza escolher melhor quem deveria ter ouvido isso.
*Ter feito mais exercícios.
*Ter comido coisas mais saudáveis.
*Ter ficado mais em casa com minha família, ter saído mais com os amigos.
*Ter comprado menos bobagens, e mais livros.
*Ter ido mais vezes ao cinema.
*Ter tido tempo para caminhar sem rumo, sem pensar em nada.
*Ter ido mais a praia, e ficar somente olhando o mar.
*Ter escolhido melhor minhas companhias.
*Ter falado menos e ouvido mais.
*Ter tido alguém para me ouvir mais, sem que eu tivesse que falar nada.
*Ter pensado mais antes de falar.
*Ter pensado menos antes de agir.
*Ter dado mais atenção a quem merecia, e não me ocupar tanto com quem nada queria.
*Ter chorado menos por coisas sem importância.
*Ter escrito mais.
*Ter sido menos ansiosa, e mais paciente.
*Ter sido menos complacente e mais direta.
*Ter sido mais forte em relação as perdas, porque mais dia menos dia iremos sofrer alguma, e é nesse momento que percebemos o quanto crescemos.
*Ter sido mais criança em alguns momentos, e mais adulta em outros.
*Ter ficado mais noites acordada me divertindo.
*Ter dormido mais.
*Ter visto o dia nascer, e o sol se pôr.
Enfim, a lista é grande, mas mesmo assim, meu ano foi muito bom, tive tropeços, tive decepções, tive alegrias, tive momentos memoráveis com pessoas especiais, tive momentos nem tão memoráveis com pessoas nem tão especiais, tive dias de chuva, e muitos de sol, tive abraços sinceros e beijos verdadeiros, e outros que é melhor nem comentar aqui.
E tudo isso vai ficar para sempre na minha memória, porque faz parte do meu DNA de vida.
É minha história, que mesmo não sendo a mais brilhante, a mais glamurosa ou aventureira, é a minha, e só por isso, já é especial.
Quando nos damos conta que nossa melhor e mais verdadeira companhia somos nós mesmos, tudo começa a fazer sentido, e só então podemos nos fazer e fazer alguém feliz.............. bjuxxx á todos que fizeram meu ano mais colorido.......
*Ter dito mais vezes eu te amo, e com certeza escolher melhor quem deveria ter ouvido isso.
*Ter feito mais exercícios.
*Ter comido coisas mais saudáveis.
*Ter ficado mais em casa com minha família, ter saído mais com os amigos.
*Ter comprado menos bobagens, e mais livros.
*Ter ido mais vezes ao cinema.
*Ter tido tempo para caminhar sem rumo, sem pensar em nada.
*Ter ido mais a praia, e ficar somente olhando o mar.
*Ter escolhido melhor minhas companhias.
*Ter falado menos e ouvido mais.
*Ter tido alguém para me ouvir mais, sem que eu tivesse que falar nada.
*Ter pensado mais antes de falar.
*Ter pensado menos antes de agir.
*Ter dado mais atenção a quem merecia, e não me ocupar tanto com quem nada queria.
*Ter chorado menos por coisas sem importância.
*Ter escrito mais.
*Ter sido menos ansiosa, e mais paciente.
*Ter sido menos complacente e mais direta.
*Ter sido mais forte em relação as perdas, porque mais dia menos dia iremos sofrer alguma, e é nesse momento que percebemos o quanto crescemos.
*Ter sido mais criança em alguns momentos, e mais adulta em outros.
*Ter ficado mais noites acordada me divertindo.
*Ter dormido mais.
*Ter visto o dia nascer, e o sol se pôr.
Enfim, a lista é grande, mas mesmo assim, meu ano foi muito bom, tive tropeços, tive decepções, tive alegrias, tive momentos memoráveis com pessoas especiais, tive momentos nem tão memoráveis com pessoas nem tão especiais, tive dias de chuva, e muitos de sol, tive abraços sinceros e beijos verdadeiros, e outros que é melhor nem comentar aqui.
E tudo isso vai ficar para sempre na minha memória, porque faz parte do meu DNA de vida.
É minha história, que mesmo não sendo a mais brilhante, a mais glamurosa ou aventureira, é a minha, e só por isso, já é especial.
Quando nos damos conta que nossa melhor e mais verdadeira companhia somos nós mesmos, tudo começa a fazer sentido, e só então podemos nos fazer e fazer alguém feliz.............. bjuxxx á todos que fizeram meu ano mais colorido.......
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sinto saudades das noites com sabor de cigarro e vinho. e na embriaguez e no vicio da minha cabeça confusa, bordada com o prazer que me fazia sentir desejada...eo calor dos nossos corpos que reacendia cada vez mais a minha fome de te ter na minha vida e nos sonhos irreais da minha mente fértil e cheia de luxúria.
eu morreria em paz naquele momento...no momento em que entreguei o mais puro sentimento que há dentro de mim...
(escutando pensar em você de chico césar)
eu morreria em paz naquele momento...no momento em que entreguei o mais puro sentimento que há dentro de mim...
(escutando pensar em você de chico césar)
NÃO ERA AMOR?
(…)Se não era amor, era da mesma família.
Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados.
A carência.
A saudade.
A mágoa.
Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente
sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois
de se chocar contra o solo.
Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez.
Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio,
do meu quarto, das minhas bonecas.
Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada,
de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida
satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu não amei aquele cara.
Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados.
Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor.
(escutando futuros amantes de chico buarque)
É Preciso ser Denso pra ser Leve
"Metade da metade ainda é muito quando a palavra não depende da melodia ou da letra para ser ouvida"
Carpinejar
Eu conquistei minha solidão, a vivi todos os minutos acompanhada de meus pensamentos. Embalada nas músicas da trilha sonora da minha vida. Cada passo, um recompasso, uma despedida alegre e triste, eufórica e reprimida do adeus dos minutos que me transformam a cada momento.
Eu vivi minha solidão, sim. Pra me encher de mim. Me reconhecer sem precisar de um espelho, sem necessitar de um olhar. Reivindiquei meu corpo, senti minha própria pele, meu próprio gozo. Sei bem onde começo e onde termino, mesmo que, a cada instante isso mude.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
APEGO
Eu bebo aquele velho vinho
e te ligo pra dizer que a tua falta sufoca.
Escrevo-te uma poesia
e te faço amor.
Parece clichê?
Mas é que a tua voz me anestesia,
tuas palavras adentram ardentemente em mim,
e a tua presença? Ah, ela paralisa-me.
Eu aceito fechar os olhos
e falar-te de amor.
Mostro-te quem eu verdadeiramente sou,
sem máscaras nem compostura.
Poesia: Janaína de Souza Roberto
e te ligo pra dizer que a tua falta sufoca.
Escrevo-te uma poesia
e te faço amor.
Parece clichê?
Mas é que a tua voz me anestesia,
tuas palavras adentram ardentemente em mim,
e a tua presença? Ah, ela paralisa-me.
Eu aceito fechar os olhos
e falar-te de amor.
Mostro-te quem eu verdadeiramente sou,
sem máscaras nem compostura.
Poesia: Janaína de Souza Roberto
domingo, 21 de novembro de 2010
E aqui,
Desfalecidos e circunstancialmente inertes,
Somos a prova viva da expressão,
Tarde demais para nos tornarmos santos ,
Mas,
Flagrando você me olhar assim,
Começo a crer na ressurreição.
No teu ressuscitar ereto.
Eu estou quase sempre pronta.
Quase sempre.
Tenho certeza que vai ser ainda melhor.
Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre.
Vem.
Desfalecidos e circunstancialmente inertes,
Somos a prova viva da expressão,
Tarde demais para nos tornarmos santos ,
Mas,
Flagrando você me olhar assim,
Começo a crer na ressurreição.
No teu ressuscitar ereto.
Eu estou quase sempre pronta.
Quase sempre.
Tenho certeza que vai ser ainda melhor.
Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre.
Vem.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Na realidade confusa da minha existência, me confundo com meus sentimentos ódio , amor, tudo volta como ondas num espaço frio e vazio do meu peito. Lembranças passam como um filme, e no meu eu só fica o medo de algo inexistente. Mas os cheiros foram dilacerados... e depois que eu descobri que há você numca mais existi...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Caio Fernando Abreu - O dia em que júpiter encontro saturno, em Morangos Mofados)
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Caio Fernando Abreu - O dia em que júpiter encontro saturno, em Morangos Mofados)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Marquez
Poder ler e me despir de mim mesma nesse texto, lembrando de histórias, estórias, fatos, pessoas. Poder me despir dele me lendo e revirando passados em futuros presentes, pois é ele que me toca com essa veracidade amiga, amante, concreta, discreta. tais dedos, tais corpos, tais paus. deles, eles, agora. CON-CRE-TO!
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Marquez
Poder ler e me despir de mim mesma nesse texto, lembrando de histórias, estórias, fatos, pessoas. Poder me despir dele me lendo e revirando passados em futuros presentes, pois é ele que me toca com essa veracidade amiga, amante, concreta, discreta. tais dedos, tais corpos, tais paus. deles, eles, agora. CON-CRE-TO!
Me peguei pensando em nossos corpos. Sim, corpos. Suados, nus, a dança bonita de pernas e braços, os pêlos a raspar nas coxas, barriga, rosto.
Te quero tanto. É simples o que digo.
Quando você está dentro de mim, sinto como se peixes errassem nas minhas veias. E nem todos os romances do mundo conseguiriam explicar o meu calor no meio das pernas.
Como explicar o modo com que me penetras em meu corpo e me atinges com lenta delicadeza o coração? Ao mesmo tempo. Tudo-junto. Música melodiosa: eu-mais-você.
Não consigo achar um jeito melhor de falar de amor a não ser o fazendo tão bem.
Ter você grudado a mim, interligado a mim por um órgão que pulsa, que jorra, que pede e que depois se derrama é o mais perto que eu já consegui chegar do amor.
O corpo da alma é menos carne e mais coração cada vez mais.
Te quero tanto. É simples o que digo.
Quando você está dentro de mim, sinto como se peixes errassem nas minhas veias. E nem todos os romances do mundo conseguiriam explicar o meu calor no meio das pernas.
Como explicar o modo com que me penetras em meu corpo e me atinges com lenta delicadeza o coração? Ao mesmo tempo. Tudo-junto. Música melodiosa: eu-mais-você.
Não consigo achar um jeito melhor de falar de amor a não ser o fazendo tão bem.
Ter você grudado a mim, interligado a mim por um órgão que pulsa, que jorra, que pede e que depois se derrama é o mais perto que eu já consegui chegar do amor.
O corpo da alma é menos carne e mais coração cada vez mais.
Entrego minha pura alma, aos desejos levianos de minha carne, que esta seja consumida pelo amor.
Minha única luxúria, transmutada em crime hediondo. Minha lei então, deixa de ser seguida, minha sociedade torna-se utópica.
Em minha concepção, o amor deveria ser a norma que realmente merece ser respeitada. A censura que me fazem não possui sentido. Não compreendo-as e nem quero que isso ocorra.
Meu único vicio sem poder tornar-se saciado, deixo que as criticas sejam revogadas. Não quero mais me importar com aquilo que não seja amor.
Minha única luxúria, transmutada em crime hediondo. Minha lei então, deixa de ser seguida, minha sociedade torna-se utópica.
Em minha concepção, o amor deveria ser a norma que realmente merece ser respeitada. A censura que me fazem não possui sentido. Não compreendo-as e nem quero que isso ocorra.
Meu único vicio sem poder tornar-se saciado, deixo que as criticas sejam revogadas. Não quero mais me importar com aquilo que não seja amor.
domingo, 14 de novembro de 2010
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Martha Medeiros
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A OUTRA
"Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquela, que fez aquilo, não está mais aqui. Eu sou literalmente outra."
EU , EU MESMA
Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só...
Florbela Espanca
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só...
Florbela Espanca
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Gosto do sabor e de sentir com todo meu corpo o que é ter vida. Tento escrever e não consigo, tomaram minha energia e se eu pensar, eu bem sei que é o final do ano. Sim, eu sei. Faltam meses ainda. Mas a idéia de crescer, fazer uma prova que pode definir todos os meus dias daqui para frente e me roubar a liberdade de ser o que apenas quero ser e não aquilo que preciso. Não quero organizar esses pensamentos, quero deixa-los aqui e assim. Perdão, mas meus dias não são mais bonitos. Me perco em tardes de sono profundo e uma espera por sexta a noite, onde posso colocar uma máscara e respirar com toda minha força o ar que se mistura com fumaça, seja de cigarro ou de maconha. Porque preciso fugir às vezes, achar que estou em um plano paralelo e rir sozinha, enquanto observo as luzes dessa cidade que se enquadram exatamente na minha janela. Entrei em uma disputa com a realidade, passo os dias lendo e , desejando não existir ou pensar na existência. Tenho medo. Justo eu, a menina que não teme. Nunca fui medrosa, sabe. Gosto do perigo ou da idéia de enfrenta-lo, gosto de provar o quão boa sou e medo é coisa de gente fraca.
(pausa) - pego um café e acendo um cigarro.
Essa semana peguei o telefone por duas vezes, não consegui completar minha vontade, as palavras ficaram presas nesse nó que envolve todo meu corpo e pensamento e eu tentei dizer ali que não dava e que a felicidade está longe de ser o que me toma e que não consigo mais viver esse relacionamento que para mim é carnal e banal porque não há desejo e sim comodidade em ter ali naquele corpo meu escape. E ao tentar dizer, apenas suspirei e disse que tudo estava bem. Meu Deus, eu não sou assim. Essa karol que foge e dorme não é a karol que todos gostam e que eu gosto de ser.
Todo final de ano é assim e tudo tende a piorar, porque novembro está chegando e as manhãs nubladas com gosto de saudade acontecem mais e mais.
Todo final de ano é assim e tudo tende a piorar, porque novembro está chegando e as manhãs nubladas com gosto de saudade acontecem mais e mais.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Acho difícil me apresentar… Talvez porque me veja de muitas formas diferentes… Às vezes sei o que penso, às vezes não… Às vezes o que sinto faz sentido, às vezes não… Tenho um milhão de defeitos – às vezes convivo bem com eles, às vezes não. Sei que vivo para sentir: amor, raiva, alegria, tristeza, esperança… Às vezes sou mais impulsiva do que gostaria, mas não ligo de chorar e ficar com cara de sapo e adoro rir até a barriga doer! As pessoas me fascinam! Sou viciada em gente, mas também adoro ficar sozinha. Sei que tenho horror de quem não comete erros e mais horror ainda de quem não os admite… Venho perdendo o medo das conjunções da vida – se, porém, contudo, até, mas, todavia, entretanto ... Lido bem e enfrento as limitações do corpo e da mente – mas me incomodo profundamente com as de cunho burocrático... Tenho fé em Deus e acredito em predestinação, mas assumo a responsabilidade pelas escolhas dos meus caminhos e descaminhos e arco com as consequências dos meus atos. De morno na minha vida só quero a água do meu banho. Gosto do risco e dos que se arriscam. Tiro o chapéu pra quem oferece a cara a tapa. Admiro quem segue o coração.Acredito que nada é pouco quando o mundo é meu!
sábado, 9 de outubro de 2010
Sinto medo nessa manhã congestionada de chuva que canta alto na minha janela.
O poema de Neruda, minutos antes da meia-noite de ontem, caiu como uma luva nessa revolução espiritual que tem me devorado diariamente:
"Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
Desconheço quem possa manifestar tamanha atenção. Quem sabe as minhas fantasias deem conta de preencher essa necessidade.
Jean Baudrillard também me acorda hoje: "examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo."
Como explicar os sentimentos que estão por trás de todo esse meu discurso? Será que sou capaz de explicá-los a mim mesma? Olhando para mim nessa manhã cinzenta, proponho mais um desenho reflexivo a respeito das categorias impensáveis.
O choro depois do banho, logo cedo, foi responsável por fertilizar minhas idéias. Ele mesmo, o choro de amor. Que limpa o coração dos meus olhos e sustenta o barco que me faz humana.
Sejamos humanos, homens!
Baudrillard apertaria minha mão, creio eu:
"ÉPOCA - A disseminação de signos a despeito dos objetos pode conduzir a civilização à renúncia do saber?
Baudrillard - Alguma coisa se perdeu no meio da história humana recente. O relativismo dos signos resultou em uma espécie de catástrofe simbólica. Amargamos hoje a morte da crítica e das categorias racionais. O pior é que não estamos preparados para enfrentar a nova situação. É necessário construir um pensamento que se organize por deslocamentos, um anti-sistema paradoxal e radicalmente reflexivo que dê conta do mundo sem preconceitos e sem nostalgia da verdade. A questão agora é como podemos ser humanos perante a ascensão incontrolável da tecnologia."
O poema de Neruda, minutos antes da meia-noite de ontem, caiu como uma luva nessa revolução espiritual que tem me devorado diariamente:
"Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
Desconheço quem possa manifestar tamanha atenção. Quem sabe as minhas fantasias deem conta de preencher essa necessidade.
Jean Baudrillard também me acorda hoje: "examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo."
Como explicar os sentimentos que estão por trás de todo esse meu discurso? Será que sou capaz de explicá-los a mim mesma? Olhando para mim nessa manhã cinzenta, proponho mais um desenho reflexivo a respeito das categorias impensáveis.
O choro depois do banho, logo cedo, foi responsável por fertilizar minhas idéias. Ele mesmo, o choro de amor. Que limpa o coração dos meus olhos e sustenta o barco que me faz humana.
Sejamos humanos, homens!
Baudrillard apertaria minha mão, creio eu:
"ÉPOCA - A disseminação de signos a despeito dos objetos pode conduzir a civilização à renúncia do saber?
Baudrillard - Alguma coisa se perdeu no meio da história humana recente. O relativismo dos signos resultou em uma espécie de catástrofe simbólica. Amargamos hoje a morte da crítica e das categorias racionais. O pior é que não estamos preparados para enfrentar a nova situação. É necessário construir um pensamento que se organize por deslocamentos, um anti-sistema paradoxal e radicalmente reflexivo que dê conta do mundo sem preconceitos e sem nostalgia da verdade. A questão agora é como podemos ser humanos perante a ascensão incontrolável da tecnologia."
“Isso tudo nunca foi pra mim, nunca funcionou, é sempre eu que caio, de amores, ilusões, dores e no final de tudo eu fico aqui, esperando esse trem, pra me levar para a proxima estação, onde eu possa finalmente criar uma nova ficção na minha cabeça, uma nova atração para os meus olhos, uma nova paixão pro coração, e quem sabe, um final pra este roteiro.”
- Caio Fernando Abreu.
- Caio Fernando Abreu.
Só pra deixar registrado o quanto eu fui feliz nessa noite de sábado comendo abacaxi e escutando Sunday Morning do The Velvet Underground. Descobri que há sol também nas noites - depois de ler um blog cheio de vida que me despertou aqueles feelings existencias maravilhosos. Peço perdão às minhas queridas anotações de biologia , mas sou obrigada a deixá-las de repouso por alguns instantes para me dedicar a esse orgasmo espiritual que me consome lindamente. Só pra deixar registrado, mais uma vez, o quanto fui feliz nessa noite de sábado: eu + duas fatias de abacaxi + the velvet + meus sentimentos + nada.
Vontade de continuar a sentir esse encatamento durante várias noites da minha vida: http://www.youtube.com/watch?v=zZXZ2wWmARY&feature=related
E que hoje seja apenas a primeira de muitas noites ensolaradas. Meu coração agradeceria.
Vontade de continuar a sentir esse encatamento durante várias noites da minha vida: http://www.youtube.com/watch?v=zZXZ2wWmARY&feature=related
E que hoje seja apenas a primeira de muitas noites ensolaradas. Meu coração agradeceria.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A individualidade da alma humana é um dos mistérios mais intrincados da vida, porque, apesar de nos apresentarmos simples uns aos outros, revestimos nossa aparente simplicidade com profundos e indecifráveis complexos, transferindo sempre para os outros a tarefa de compreender. Talvez sejamos uma grande multidão de esfinges dizendo uns aos outros...
DECIFRA-ME OU TE DEVORO!!
DECIFRA-ME OU TE DEVORO!!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."
(SINESTESIA)
(SINESTESIA)
Impulsividade e Intensidade, são as palavras que me descrevem. Ainda não consegui entender o que move as pessoas, alguns imploram pra fazer parte da sua vida, outros reclamam por estarem nela. Um amigo, enquanto tentava me ajudar, disse que vc não escolhe de quem gostar, mas pode escolher se continua gostando ou não. Eu discordei na hora...
como alguém poderia controlar um sentimento? Impossível!
Ele estava certo. O sentimento cresce à medida que o outro vai fazendo parte do teu cotidiano. O amor, mais nobre dos sentimento, é algo maduro... vem com o tempo, passa por cima de tudo mas não de todos. O amor perdoa cada pecadozinho, cada detalhe que uma paixão não deixaria passar despercebido.
Louca. já perdi as contas de quantas vezes fui chamada assim. Seria eu? ou quem não entende meu comportamento? Eu cuido, eu admiro, eu ajudo, eu faço o impossível, eu crio um mundo, eu amo e sou apaixonada. Meu problema é esse, ser apaixonada... faz com que eu veja flores em terreno infértil, passe por cima da realidade. Minha vontade era de entrar na pessoa somente pra ficar mais junta. Eu me perco pra me encontrar em alguém. É uma necessidade egoísta e paradoxalmente altruísta... pq eu saio do primeiro plano, somente pra que ele se sinta acolhido, amado, querido, desejado. E isso, por algum tempo funciona... até a pessoa se sentir sufocada, e é aí que eu costumo dizer que fui levada ao céu e abandonada no inferno... qual é o caminho mais fácil? virar as costas. E qualquer justificativa me parece uma agressão... afinal, foram dias de dedicação. A terceira, última e mais forte... levou um pedaço preciosíssimo de mim, meu amor-próprio. E pra tê-lo de volta farei o inverso, não vou mais me perder apenas fecharei a porta.
(AMORA)
como alguém poderia controlar um sentimento? Impossível!
Ele estava certo. O sentimento cresce à medida que o outro vai fazendo parte do teu cotidiano. O amor, mais nobre dos sentimento, é algo maduro... vem com o tempo, passa por cima de tudo mas não de todos. O amor perdoa cada pecadozinho, cada detalhe que uma paixão não deixaria passar despercebido.
Louca. já perdi as contas de quantas vezes fui chamada assim. Seria eu? ou quem não entende meu comportamento? Eu cuido, eu admiro, eu ajudo, eu faço o impossível, eu crio um mundo, eu amo e sou apaixonada. Meu problema é esse, ser apaixonada... faz com que eu veja flores em terreno infértil, passe por cima da realidade. Minha vontade era de entrar na pessoa somente pra ficar mais junta. Eu me perco pra me encontrar em alguém. É uma necessidade egoísta e paradoxalmente altruísta... pq eu saio do primeiro plano, somente pra que ele se sinta acolhido, amado, querido, desejado. E isso, por algum tempo funciona... até a pessoa se sentir sufocada, e é aí que eu costumo dizer que fui levada ao céu e abandonada no inferno... qual é o caminho mais fácil? virar as costas. E qualquer justificativa me parece uma agressão... afinal, foram dias de dedicação. A terceira, última e mais forte... levou um pedaço preciosíssimo de mim, meu amor-próprio. E pra tê-lo de volta farei o inverso, não vou mais me perder apenas fecharei a porta.
(AMORA)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Cansei de noites insônes, dias longos, sorrisos forçados, palavras doces tentando(ou querendo)dizer coisas que não são sinceras.
Chega te tentar achar respostas para tudo,sendo que elas não existem.
Meu coração está vazio,confuso,com raiva... e na realidade eu mesma não faço nada para mudar isso.
Frases feitas não deveriam mais me conquistar,o clichê na realidade, acho que até me atrai, pois acabo sempre no mesmo filme, mesmos finais, mesmos personagens, mudando somente os diálogos, alguns mais fortes,outros mais doces,mas sempre com a mesma despedida fraca e as desculpas de sempre... Foi bom... mas quem sabe...
A merda com isso!
Na verdade... sou um reflexo das minhas escolhas, e nem posso dizer que me arrependo, pois nunca faria isso...
Arrependimentos não são para mim mesmo.
"Se preserve!" Eu ouvi
sábado, 17 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
"Em todas as idas e vindas, obscuramente eu sempre sabia: embora tudo mude , nada muda por que tudo permance aqui dentro, e fala comigo, e me segura no colo quando eu mesma não consigo sustentar. E depois me solta de novo, para que eu volte a andar pelos meus próprios pés. A vida é mãe nem sempre carinhosa, mas tem uma vara de condão especial: o mistério com que embrulha todas as coisas, e algumas deixa invisíveis."
(Lya Luft in: Secreta Mirada)
domingo, 4 de julho de 2010
Je sais que ça va être très bon
Parce que j'ai une bonne imagination
J'aime bien plaire
Il faut se deparassé avec moi sans inibition
Des inibitions sont des bonnes que le parapluie laisse passé
Je ferai tout ce que tu ma demande
À condition que tu ne me blesses pas
Parce que je n'aime être blessè
Eu sei que vai ser muito bom
Pois eu tenho uma imaginação fértil e gosto de agradar
La seule manière d'être heureux c'est de nous libérer
Faire tout ce qu'on peut et on s'en faute
Certeza(3namassa)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Porque o amor é isso,um abate, que é feito e aceito por livre e expontânea vontade.
Falando do modo mais simplista, mais viceral.
Deixa-se morrer para viver novamente uma vida totalmente diferente da que se tinha quando ele,o Amor, não fazia parte dela.
O renascimento.
Exagerada? Um pouco.Gosto de dar um toque operístico a esse tema.
Até porque amor, crueldade, loucura, paixão, drama, lágrimas, desejo... tudo faz parte de um bom Libreto de Ópera.
O ato da caça por si só já é excitante, viciante.
Aí vem o "abate".O Grand Finale!
E quando menos esperamos estamos banhados em sangue, doando nossas vidas a outro(a), o verdadeiro sacrifício humano.
E então... o final derradeiro, nos comemos vivos, literalmente.
domingo, 27 de junho de 2010
Não sei bem para onde ele foi.
De uns tempos para cá tem me deixado a deriva, a mercê de idéias tão malucas, que nem eu mesma me reconheço.
Tenho procurado por ele em todos os lugares, mas ele insiste em fugir, se escondendo nos cantinhos mais complicados, mais obscuros.
Ás vezes me prega peças que me deixam atordoada, penso que seria muito melhor viver sem ele.
Afinal,porque sofrer tanto, pensar tanto, querer tanto, racionalizar tanto, ponderar tanto.
Se ele me acompanha, nada disso acontece, tudo fica certinho, no lugar.
Em alguns momentos corro ele da minha vida, eu mesma, com meu jeito meio doidivanas, passional, intensa(como muitos gostam de falar).
Ás vezes me faço de certinha, só para tê-lo por alguns dias ou somente por algumas horas comigo.
Mas quando volto a ser eu mesma, lá vai ele,embora novamente.
Pois é... se alguém encontrá-lo por aí, me avise.
Meu Juízo anda perdido, e acho que esqueceu o caminho de casa.
sábado, 26 de junho de 2010
Afinal. O que é o amor?
É algo que sentimos? Que vivemos? Que escolhemos?
É algo que sentimos? Que vivemos? Que escolhemos?
Que queima o corpo a alma, que faz tremer no calor e suar no frio.
Não podemos explicar quando ele chega, e nem tão pouco quando ele vai.
Pode surgir do nada, de onde menos esperamos.
Sem ele nos sentimos perdidos,e quando finalmente o temos em nossas vidas, simplesmente o abandonamos ou viramos as costas cruelmente,em alguns casos fingimos que ele não está lá e o deixamos em um canto qualquer.
Não podemos explicar quando ele chega, e nem tão pouco quando ele vai.
Pode surgir do nada, de onde menos esperamos.
Sem ele nos sentimos perdidos,e quando finalmente o temos em nossas vidas, simplesmente o abandonamos ou viramos as costas cruelmente,em alguns casos fingimos que ele não está lá e o deixamos em um canto qualquer.
E porquê?
Acredito que o amor é para poucos, é para corajosos que possuem a impetuosidade para sentir tudo,viver tudo, sem reservas, sem convenções, sem restrições...
E principalmente, sem vergonha de demostrar isso.
Mas falo de amor verdadeiro, não das paixonites que diariamente aparecem em nossas vidas.
Não as acho ruins, elas servem para muitas coisas, uma delas inclusive,na minha opinião, nos preparar para algo maior.
Não quero ser piegas tentando explicar algo que não precisa ser explicado, não precisa ser teorizado, não precisa ser entendido.
Palavrinhas doces, melosas, tentativas vãs de demonstrar algo, que muitas vezes somente um olhar pode dizer.
É louco? Faz perder a razão, os sentidos? Sim. Digo que sim.
Palavrinhas doces, melosas, tentativas vãs de demonstrar algo, que muitas vezes somente um olhar pode dizer.
É louco? Faz perder a razão, os sentidos? Sim. Digo que sim.
Tudo tem sido uma surpresa na minha vida nos últimos meses.
E assim espero que continue sendo...
Não quero dias cinzas,saudações forçadas, não quero lembranças amargas e muito menos sorrisos sem graça.
Não quero discussões sem motivos, abraços sem emoção.
E assim espero que continue sendo...
Não quero dias cinzas,saudações forçadas, não quero lembranças amargas e muito menos sorrisos sem graça.
Não quero discussões sem motivos, abraços sem emoção.
Não quero um amor pela metade,não quero amar pela metade.
Quero sentimento e emoção.
E quero que venha naturalmente... do coração.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Insônia
Olhos parados, a penumbra do quarto é hipnotizante e a cabeça funcionando frenéticamente cria o clima perfeito para as mais loucas fantasias.
O coração dispara descontrolado.
As paredes brancas aguçam meus sentidos e meu olhar se fixa no pequeno ponto ao lado da cama.
Desde quando estava lá?
Sombras dançam nas paredes e meu pensamento se perde no meio de teorias, segredos, tristezas, alegrias, frustrações, desejos, perversões... tudo surge como um turbilhão, sem medidas, deixando a noite longa como se não fosse acabar.
Depois de duas noites sem dormir a vida toma novas formas, novas cores, aquilo que antes parecia simples torna-se um fardo, o pensamento mais puro, transforma-se em algo assustador.
A cama torna-se pequena, os lençois armadilhas, as roupas insuportáveis.
Olho o relógio, é como se estivesse parado, é como se não trabalhasse tornando tudo lento e agoniante.
Os primeiros raios de sol despontam, e meus olhos parecem duas poças de água parada, sem vida.
O dia começa em camêra lenta e assim vai ficar até a noite chegar, transformando tudo em sonho.
Quem sabe o que acontecerá, só a noite dirá...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Entrei, Como estrondo eu entrei

Baby estrago eu sei que causei!
Visível, tocável e irreal
Brinquei
Com tua alma e rasguei
Baby teu corpo eu mastiguei
Lembra de quando eu vim para cá, a primeira vez?
Virei tua vida de cabeça para baixo
E você bem mansinho
Porque amor quente que nem o meu
Você nunca teve nessa vida
Desse jeito não
É então vem cá
Vem sentir a minha pele em brasa
E o gosto forte da minha boca
Faz tudo como se fosse a última vez
Faz porque hoje eu vou embora
Cotidiano
.....Sempre ouvi falar que quanto mais idade, mais experiência se adquiri; posteriormente mais maturidade, sucesso, segurança, enfim, os objetivos antes traçados rumo a dita felicidade são alcançados. Logo, há mais punho para encarar as situações que nos são apresentadas no decorrer da vida, e assim quem sabe, o amadurecimento ajude a tirar as pedrinhas que surgem durante o caminho. E enfim, "felicidade completa".
.....Mas vejo o contrário de tudo isso. Vejo indivíduos realmente frágeis, tão frágeis que se contradizem. Eles são engraçados! Não importa a idade, quando o assunto é "escolha", eles acabam se mostrando inseguros e vulneráveis. Trinta, quarenta, cinqüenta anos? Realização? Pode ser um blefe!
.....Muito tempo na internet, horas extras no trabalho, noites perdidas pra ganhar tempo, a armadilha do corpo feito, um mundo doido lá fora querendo mais do que se pode dar, mais do que podemos dar. Nos doamos demais, nos perdemos e perdemos a vida para o sistema.
Seria isso um problema da sociedade contemporânea? Muito trabalho, muito estudo, muita correria e pouco/nada muitas outras coisas? Dentre elas a maturidade de andarmos com nossos próprios pés pra levarmos a vida como queremos? Talvez... Mas de fato uma pena! Vivemos em uma sociedade que exige tanto que acabamos esquecendo de nos impor.
.....Buscamos com enorme proporção o dito sucesso, renunciamos um mundo a nossa volta, e acabamos nos perdemos em meio esse planeta de informações. Até que o equilíbrio passa a não fazer mais parte de nós.
.....Hoje vejo a vida como uma linha ilusória, o real andamento das relações é outro. É como um labirinto, com um caminho estreito e fantasioso...
Pensamentos contrapõem com a realidade, de fato, ela nua e crua é muito dura. Perder pra se encontrar é necessário, se não, encarar tudo isso fica ainda mais árduo.
Abstrair é preciso!
.....Mas vejo o contrário de tudo isso. Vejo indivíduos realmente frágeis, tão frágeis que se contradizem. Eles são engraçados! Não importa a idade, quando o assunto é "escolha", eles acabam se mostrando inseguros e vulneráveis. Trinta, quarenta, cinqüenta anos? Realização? Pode ser um blefe!
.....Muito tempo na internet, horas extras no trabalho, noites perdidas pra ganhar tempo, a armadilha do corpo feito, um mundo doido lá fora querendo mais do que se pode dar, mais do que podemos dar. Nos doamos demais, nos perdemos e perdemos a vida para o sistema.
Seria isso um problema da sociedade contemporânea? Muito trabalho, muito estudo, muita correria e pouco/nada muitas outras coisas? Dentre elas a maturidade de andarmos com nossos próprios pés pra levarmos a vida como queremos? Talvez... Mas de fato uma pena! Vivemos em uma sociedade que exige tanto que acabamos esquecendo de nos impor.
.....Buscamos com enorme proporção o dito sucesso, renunciamos um mundo a nossa volta, e acabamos nos perdemos em meio esse planeta de informações. Até que o equilíbrio passa a não fazer mais parte de nós.
.....Hoje vejo a vida como uma linha ilusória, o real andamento das relações é outro. É como um labirinto, com um caminho estreito e fantasioso...
Pensamentos contrapõem com a realidade, de fato, ela nua e crua é muito dura. Perder pra se encontrar é necessário, se não, encarar tudo isso fica ainda mais árduo.
Abstrair é preciso!
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