quinta-feira, 24 de junho de 2010
Insônia
Olhos parados, a penumbra do quarto é hipnotizante e a cabeça funcionando frenéticamente cria o clima perfeito para as mais loucas fantasias.
O coração dispara descontrolado.
As paredes brancas aguçam meus sentidos e meu olhar se fixa no pequeno ponto ao lado da cama.
Desde quando estava lá?
Sombras dançam nas paredes e meu pensamento se perde no meio de teorias, segredos, tristezas, alegrias, frustrações, desejos, perversões... tudo surge como um turbilhão, sem medidas, deixando a noite longa como se não fosse acabar.
Depois de duas noites sem dormir a vida toma novas formas, novas cores, aquilo que antes parecia simples torna-se um fardo, o pensamento mais puro, transforma-se em algo assustador.
A cama torna-se pequena, os lençois armadilhas, as roupas insuportáveis.
Olho o relógio, é como se estivesse parado, é como se não trabalhasse tornando tudo lento e agoniante.
Os primeiros raios de sol despontam, e meus olhos parecem duas poças de água parada, sem vida.
O dia começa em camêra lenta e assim vai ficar até a noite chegar, transformando tudo em sonho.
Quem sabe o que acontecerá, só a noite dirá...
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