segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os lençóis subterrâneos do meu peito jorram. Não sei qual amante fui, ou se me perdi na definição da coisa.Queria encontrar um breve resumo de tudo que não sei de mim.Encontrar a garrafa que foi arremessada ao mar com todos os meus segredos.Mergulhar na gruta escura do oceano que se fez aquele sonho. Construir no enigma das retinas a passagem para o tesouro.Tenho a lembrança do coração que comportava todos os meus pertences, principalmente a minha lembrança da eternidade.A noite negra acalenta os olhos das estrelas. Quase joguei meu corpo fora, quis sair de mim para ver como era o paraíso das almas. Um ateu me fez acreditar em Deus.

(Izabel Gouveia)

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