quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Os lençóis subterrâneos do meu peito jorram. Não sei qual amante fui, ou se me perdi na definição da coisa.Queria encontrar um breve resumo de tudo que não sei de mim.Encontrar a garrafa que foi arremessada ao mar com todos os meus segredos.Mergulhar na gruta escura do oceano que se fez aquele sonho. Construir no enigma das retinas a passagem para o tesouro.Tenho a lembrança do coração que comportava todos os meus pertences, principalmente a minha lembrança da eternidade.A noite negra acalenta os olhos das estrelas. Quase joguei meu corpo fora, quis sair de mim para ver como era o paraíso das almas. Um ateu me fez acreditar em Deus.
(Izabel Gouveia)
(Izabel Gouveia)
domingo, 16 de janeiro de 2011
ADEUS
Hoje, sentindo que você está forte o bastante para olhar pra trás e não sentir remorso algum, eu posso te dizer que fique tranquilo, pois chegou minha vez de abandonar o navio...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
NOVA PAIXÃO
Yoga Sutra 1:14
sa tu diraghakaala nairantarya satkaara drudhabhumih asevito
A prática se torna firmemente quando bem atendidos por um longo tempo, sem interrupção e com toda a seriedade.
sa tu diraghakaala nairantarya satkaara drudhabhumih asevito
A prática se torna firmemente quando bem atendidos por um longo tempo, sem interrupção e com toda a seriedade.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
DESCULPA...
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Remar. Re-amar. Amar.
Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar." CAIO F. ABREU
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