segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Plus vivant que'l amour
Hoje vejo as coisas diferente do que vi
Meu ritmo conheço e ando mais sem medo
Duvidei de mim, tanto e quase me perdi
Me escondi do amor, mas ele já estava aqui
Como a luz
E sua luz acende uma chama sem fim
Que jamais ninguém entende
Vou adiante
Pois a voz que me chama é a canção
Do canto de quem a ama
Vou adiante
O amanhã chega agora
Vem com as asas da paixão
Num vento tão bom
Me levo
Já é tempo
Já sei dos lugares onde não quero ir
Ouvi os alarmes que disparavam em mim
Ciladas de ontem não me deixavam ouvir
A voz que ouvi no sonho e me trouxe até aqui
Plus vivant que'l amour
Plus vivant que'l amour...
Meu ritmo conheço e ando mais sem medo
Duvidei de mim, tanto e quase me perdi
Me escondi do amor, mas ele já estava aqui
Como a luz
E sua luz acende uma chama sem fim
Que jamais ninguém entende
Vou adiante
Pois a voz que me chama é a canção
Do canto de quem a ama
Vou adiante
O amanhã chega agora
Vem com as asas da paixão
Num vento tão bom
Me levo
Já é tempo
Já sei dos lugares onde não quero ir
Ouvi os alarmes que disparavam em mim
Ciladas de ontem não me deixavam ouvir
A voz que ouvi no sonho e me trouxe até aqui
Plus vivant que'l amour
Plus vivant que'l amour...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos tão desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi."
(Arthur Golden. Memórias de uma Gueixa cap. 22 pg. 271)
(Arthur Golden. Memórias de uma Gueixa cap. 22 pg. 271)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
”- Podia esperar de qualquer um essa fuga, esse fechamento. Mas não em você, se sempre foram de ternura nossos encontros e mesmo nossos desencontros não pesavam, e se lúcidos nos reconhecíamos precários, carentes, incompletos. Meras tentativas, nós. Mas doces. Por que então assim tão de repente e duro, por quê?”
-Caio F. Abreu
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
devaneio
Mergulhei no mar
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos
Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti...
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos
Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
"Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....
....Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
... Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O BOM VENENO
o bom veneno é amargo
e os melhores vem em pequenos frascos
o bom veneno é rascante
seu ventre queima, seus dentes rangem
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
o bom veneno traz a morte certa
sem deixar rastro, sem deixar provas
o bom veneno é um drinque
se faz um brinde, se comemora
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
o bom veneno traz a morte certa
sem deixar rastro, sem deixar provas
o bom veneno é um drinque
se faz um brinde, se comemora
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao começo
é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
e os melhores vem em pequenos frascos
o bom veneno é rascante
seu ventre queima, seus dentes rangem
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
o bom veneno traz a morte certa
sem deixar rastro, sem deixar provas
o bom veneno é um drinque
se faz um brinde, se comemora
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
o bom veneno traz a morte certa
sem deixar rastro, sem deixar provas
o bom veneno é um drinque
se faz um brinde, se comemora
o bom veneno deve ser assim
e eu te peço: sirva uma dose desses para mim
pois o começo é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao começo
é sempre ligado ao fim
de algo bom ou de algo ruim
e o meu fim será seu suplício
pra eu poder voltar ao início
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Talvez eu devesse ter dado um jeito de falar o que ficou preso na garganta; mandar alguém dar-me uma tapa para sair o som, beber água, inventar a coragem que não tive. Mas tenho dentro de mim uma teimosia involuntária, que me faz fazer tudo errado e percorrer caminhos numa ordem inversa, como se mesmo no começo, eu já estivesse machucada e meu orgulho não me deixasse dizer que eu queria tentar, que eu te queria por perto e queria tanto, que tinha medo do tamanho desse tanto. Eu nunca soube medir tantos e quantidades. Sei sentir, mas frequentemente erro as medidas.
O céu era um mar de nuvens no dia em que você apareceu. Nada poderia ter sido mais inesperado naquele dia. Mas você foi. E aconteceu em mim de um jeito tão imprevisto quanto sua chegada sem avisos e sem nenhuma vez bater na porta do meu coração antes de entrar invadindo. Sem pedir licença nem calcular distância, seus olhos bateram nos meus, e eram de tal veemência, que meu coração perdeu o ritmo; enfraquecia e quando quase recuperava a força, teus olhos, dessa vez, surgiam nos meus. Foi de repente. Foi como num truque de mágica: desviei o olhar por dois segundos e pronto... você estava lá. Quis naquele instante que você durasse por muito e muito e muito e muito tempo. O tempo passou, você não se gasta aqui do lado de dentro.
Pergunto-me porque você passou a deixar entre nós um espaço que nunca existiu. Mas retorno à estaca zero e lá vem a antiga ferida me fazendo ter medo de dizer de uma só vez que te quero e que ainda tem espaço aqui, mesmo com toda essa parafernália de sentimentos ocupando meu (teu) espaço. Acabo não dizendo nada. Você vai, do mesmo jeito que veio: do nada, de repente, e agora, sem despedidas. Eu fico.
Tento ir embora sem me despedir de mim, pra ver se assim meu coração se desliga das lembranças dos dias em que você me olhava nos olhos e eu me desconsertava toda. Mas não dá certo. Nunca dá. A solução que achei foi a de te guardar numa caixa, como se fosse um souvenir. E te guardei.
Você permanece na mesma caixa de recordações. Eu nunca mais inventei de abri-la.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
morro de saudades...
Foi só um ensaio
Foi só um insight
Durou muito pouco
Doeu muito mais
Foi trailer de filme
Ensaio de orquestra
Foi jogo suspenso
No auge da festa
Foi curto e intenso
Canção de Caymmi
Foi meio Almodóvar
Foi meio Fellini
Foi como um cometa
No céu da cidade
Foi breve promessa
De felicidade
Eu morro de saudades do que era pra viver
E vivo da viagem de reencontrar você
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu
Repetem o roteiro pra mostrar você e eu
O filme recomeça e nunca chega até o fim
E nessa nova vida
Não tem a despedida
Foi só a voz guia
Foi nem a metade
Foi estrela guia
Foi tanta verdade
Um mero rascunho
Mas foi divindade
Grafite no muro
Da minha saudade
Eu morro de saudades...
Foi só um insight
Durou muito pouco
Doeu muito mais
Foi trailer de filme
Ensaio de orquestra
Foi jogo suspenso
No auge da festa
Foi curto e intenso
Canção de Caymmi
Foi meio Almodóvar
Foi meio Fellini
Foi como um cometa
No céu da cidade
Foi breve promessa
De felicidade
Eu morro de saudades do que era pra viver
E vivo da viagem de reencontrar você
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu
Repetem o roteiro pra mostrar você e eu
O filme recomeça e nunca chega até o fim
E nessa nova vida
Não tem a despedida
Foi só a voz guia
Foi nem a metade
Foi estrela guia
Foi tanta verdade
Um mero rascunho
Mas foi divindade
Grafite no muro
Da minha saudade
Eu morro de saudades...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Os lençóis subterrâneos do meu peito jorram. Não sei qual amante fui, ou se me perdi na definição da coisa.Queria encontrar um breve resumo de tudo que não sei de mim.Encontrar a garrafa que foi arremessada ao mar com todos os meus segredos.Mergulhar na gruta escura do oceano que se fez aquele sonho. Construir no enigma das retinas a passagem para o tesouro.Tenho a lembrança do coração que comportava todos os meus pertences, principalmente a minha lembrança da eternidade.A noite negra acalenta os olhos das estrelas. Quase joguei meu corpo fora, quis sair de mim para ver como era o paraíso das almas. Um ateu me fez acreditar em Deus.
(Izabel Gouveia)
(Izabel Gouveia)
domingo, 16 de janeiro de 2011
ADEUS
Hoje, sentindo que você está forte o bastante para olhar pra trás e não sentir remorso algum, eu posso te dizer que fique tranquilo, pois chegou minha vez de abandonar o navio...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
NOVA PAIXÃO
Yoga Sutra 1:14
sa tu diraghakaala nairantarya satkaara drudhabhumih asevito
A prática se torna firmemente quando bem atendidos por um longo tempo, sem interrupção e com toda a seriedade.
sa tu diraghakaala nairantarya satkaara drudhabhumih asevito
A prática se torna firmemente quando bem atendidos por um longo tempo, sem interrupção e com toda a seriedade.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
DESCULPA...
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Remar. Re-amar. Amar.
Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar." CAIO F. ABREU
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