sinto saudades das noites com sabor de cigarro e vinho. e na embriaguez e no vicio da minha cabeça confusa, bordada com o prazer que me fazia sentir desejada...eo calor dos nossos corpos que reacendia cada vez mais a minha fome de te ter na minha vida e nos sonhos irreais da minha mente fértil e cheia de luxúria.
eu morreria em paz naquele momento...no momento em que entreguei o mais puro sentimento que há dentro de mim...
(escutando pensar em você de chico césar)
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
NÃO ERA AMOR?
(…)Se não era amor, era da mesma família.
Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados.
A carência.
A saudade.
A mágoa.
Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente
sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois
de se chocar contra o solo.
Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez.
Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio,
do meu quarto, das minhas bonecas.
Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada,
de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida
satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu não amei aquele cara.
Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados.
Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era melhor.
(escutando futuros amantes de chico buarque)
É Preciso ser Denso pra ser Leve
"Metade da metade ainda é muito quando a palavra não depende da melodia ou da letra para ser ouvida"
Carpinejar
Eu conquistei minha solidão, a vivi todos os minutos acompanhada de meus pensamentos. Embalada nas músicas da trilha sonora da minha vida. Cada passo, um recompasso, uma despedida alegre e triste, eufórica e reprimida do adeus dos minutos que me transformam a cada momento.
Eu vivi minha solidão, sim. Pra me encher de mim. Me reconhecer sem precisar de um espelho, sem necessitar de um olhar. Reivindiquei meu corpo, senti minha própria pele, meu próprio gozo. Sei bem onde começo e onde termino, mesmo que, a cada instante isso mude.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
APEGO
Eu bebo aquele velho vinho
e te ligo pra dizer que a tua falta sufoca.
Escrevo-te uma poesia
e te faço amor.
Parece clichê?
Mas é que a tua voz me anestesia,
tuas palavras adentram ardentemente em mim,
e a tua presença? Ah, ela paralisa-me.
Eu aceito fechar os olhos
e falar-te de amor.
Mostro-te quem eu verdadeiramente sou,
sem máscaras nem compostura.
Poesia: Janaína de Souza Roberto
e te ligo pra dizer que a tua falta sufoca.
Escrevo-te uma poesia
e te faço amor.
Parece clichê?
Mas é que a tua voz me anestesia,
tuas palavras adentram ardentemente em mim,
e a tua presença? Ah, ela paralisa-me.
Eu aceito fechar os olhos
e falar-te de amor.
Mostro-te quem eu verdadeiramente sou,
sem máscaras nem compostura.
Poesia: Janaína de Souza Roberto
domingo, 21 de novembro de 2010
E aqui,
Desfalecidos e circunstancialmente inertes,
Somos a prova viva da expressão,
Tarde demais para nos tornarmos santos ,
Mas,
Flagrando você me olhar assim,
Começo a crer na ressurreição.
No teu ressuscitar ereto.
Eu estou quase sempre pronta.
Quase sempre.
Tenho certeza que vai ser ainda melhor.
Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre.
Vem.
Desfalecidos e circunstancialmente inertes,
Somos a prova viva da expressão,
Tarde demais para nos tornarmos santos ,
Mas,
Flagrando você me olhar assim,
Começo a crer na ressurreição.
No teu ressuscitar ereto.
Eu estou quase sempre pronta.
Quase sempre.
Tenho certeza que vai ser ainda melhor.
Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre.
Vem.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Na realidade confusa da minha existência, me confundo com meus sentimentos ódio , amor, tudo volta como ondas num espaço frio e vazio do meu peito. Lembranças passam como um filme, e no meu eu só fica o medo de algo inexistente. Mas os cheiros foram dilacerados... e depois que eu descobri que há você numca mais existi...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Caio Fernando Abreu - O dia em que júpiter encontro saturno, em Morangos Mofados)
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
(Caio Fernando Abreu - O dia em que júpiter encontro saturno, em Morangos Mofados)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Marquez
Poder ler e me despir de mim mesma nesse texto, lembrando de histórias, estórias, fatos, pessoas. Poder me despir dele me lendo e revirando passados em futuros presentes, pois é ele que me toca com essa veracidade amiga, amante, concreta, discreta. tais dedos, tais corpos, tais paus. deles, eles, agora. CON-CRE-TO!
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Marquez
Poder ler e me despir de mim mesma nesse texto, lembrando de histórias, estórias, fatos, pessoas. Poder me despir dele me lendo e revirando passados em futuros presentes, pois é ele que me toca com essa veracidade amiga, amante, concreta, discreta. tais dedos, tais corpos, tais paus. deles, eles, agora. CON-CRE-TO!
Me peguei pensando em nossos corpos. Sim, corpos. Suados, nus, a dança bonita de pernas e braços, os pêlos a raspar nas coxas, barriga, rosto.
Te quero tanto. É simples o que digo.
Quando você está dentro de mim, sinto como se peixes errassem nas minhas veias. E nem todos os romances do mundo conseguiriam explicar o meu calor no meio das pernas.
Como explicar o modo com que me penetras em meu corpo e me atinges com lenta delicadeza o coração? Ao mesmo tempo. Tudo-junto. Música melodiosa: eu-mais-você.
Não consigo achar um jeito melhor de falar de amor a não ser o fazendo tão bem.
Ter você grudado a mim, interligado a mim por um órgão que pulsa, que jorra, que pede e que depois se derrama é o mais perto que eu já consegui chegar do amor.
O corpo da alma é menos carne e mais coração cada vez mais.
Te quero tanto. É simples o que digo.
Quando você está dentro de mim, sinto como se peixes errassem nas minhas veias. E nem todos os romances do mundo conseguiriam explicar o meu calor no meio das pernas.
Como explicar o modo com que me penetras em meu corpo e me atinges com lenta delicadeza o coração? Ao mesmo tempo. Tudo-junto. Música melodiosa: eu-mais-você.
Não consigo achar um jeito melhor de falar de amor a não ser o fazendo tão bem.
Ter você grudado a mim, interligado a mim por um órgão que pulsa, que jorra, que pede e que depois se derrama é o mais perto que eu já consegui chegar do amor.
O corpo da alma é menos carne e mais coração cada vez mais.
Entrego minha pura alma, aos desejos levianos de minha carne, que esta seja consumida pelo amor.
Minha única luxúria, transmutada em crime hediondo. Minha lei então, deixa de ser seguida, minha sociedade torna-se utópica.
Em minha concepção, o amor deveria ser a norma que realmente merece ser respeitada. A censura que me fazem não possui sentido. Não compreendo-as e nem quero que isso ocorra.
Meu único vicio sem poder tornar-se saciado, deixo que as criticas sejam revogadas. Não quero mais me importar com aquilo que não seja amor.
Minha única luxúria, transmutada em crime hediondo. Minha lei então, deixa de ser seguida, minha sociedade torna-se utópica.
Em minha concepção, o amor deveria ser a norma que realmente merece ser respeitada. A censura que me fazem não possui sentido. Não compreendo-as e nem quero que isso ocorra.
Meu único vicio sem poder tornar-se saciado, deixo que as criticas sejam revogadas. Não quero mais me importar com aquilo que não seja amor.
domingo, 14 de novembro de 2010
Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".
E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
Martha Medeiros
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